domingo, 1 de novembro de 2020

segunda-feira, 21 de setembro de 2020

Um desafio de horticultura

 Há algum tempo li, não sei bem onde, a ideia de se guardarem sementes de fruta, e de as atirar para o campo.

Para além de podermos semear árvores, quem sabe no futuro, alimentar alguém.

Ontem, aproveitando que os terrenos estavam molhados, lá fui por umas sementes no campo aqui perto.

Guardei sementes de laranja, limão e maracujá e vamos lá ver o que isto dá! 😁

Portanto trago-vos o desafio: vamos fazer crescer árvores? 

1. As sementes têm de ser lavadas para sair a goma. Ideal serem lavadas num passador de rede fina.

2. Guardar as sementes em local escuro.

3. Lançar as sementes à terra, preferência depois de dias de chuva.

4. Repetir muitas vezes.


Quem está comigo neste desafio? 




sexta-feira, 18 de setembro de 2020

Dreamcatcher

Caça Sonhos " Eu Sou..."


A vida, as voltas, a noite ou o dia, a luz e a sombra. Eu sou Amor, eu sou presente, mesmo nas voltas da vida. Tudo é movimento, tudo está ligado na perfeita dicotomia, do universo em cada ser, da presença de cada um no universo. 


#macrameknots

#macrameportugal

#dreamcatcher

#disponivel

#caçasonhos

#macramedesign

#emotionalmentoring

#altodesempenhoemocional

#coach

#desenvolvimentopessoal


Ideal para pendurar perto da cama, para nos proteger dos pesadelos.




 






segunda-feira, 7 de setembro de 2020

A minha horta

 Não tenho varanda, nem quintal. Muito menos um terraço. 

Tenho alfaces a crescer, pimenta, salsa, coentros e manjericão. Umas sementes de maracujá já a brotar. Os meus tomates a florir, apesar de estarem carregados de bicho. 

Ontem plantei batata doce, num saco reciclável, na esperança de conseguir ter batatas no inverno. 

Só tenho que continuar à espera, num cuidado diário de amor. É assim com as plantas, o que deveria ser, todos os dias connosco próprios - alimentados por um cuidado diário de amor. ❤️

Só assim a semente brota e dará frutos. 










quinta-feira, 27 de agosto de 2020

Sinusite vs Friorenta

 Tenho um especial gosto por água quente. Já tive em praias com água de moderadamente quente, a muito quente. 

Nunca achei o mar demasiado quente, exceptuando em Djerba, na Tunísia, em 1991. Mas aí os 44 graus às 7 da manhã, pediam alguma frescura. 

Tenho sinusite. Mas detesto água fria. Hoje resolvi o problema, para gáudio do meu filho, a filmar em câmara lenta.

Já não preciso de congelar o corpinho todo, quando a crise de sinusite ameaça.

😁😁














quarta-feira, 5 de agosto de 2020

Na véspera dos 42...

05.08.2020

Faço 42 amanhã. Podia dizer que tenho tudo para entrar com o pé direito, excepto o pé. 
Segundo dia de férias, espeto uma concha no pé. Fica um bocadinho dentro do pé. Recordação da Culatra. 
Consegui abrir também um lanho na lateral do pé, a fechar o armário. 
Hoje no Leroy, um carro carregado por dois homens, passa em cima do meu dedo grande. Pelo aspecto e as dores, amanhã vai estar feio, feio.

Faço 42 amanhã. 

Com o pé direito, com o corpo todo, com o coração junto à Alma. 

Porque os coxos também sabem dançar,que assim seja... 


sexta-feira, 26 de junho de 2020

Sobre a auto-estima e um workshop

Já fui gorda, já fui magra. Balancei entre o muito gorda e o muito magra. Sempre tive mamas pequenas, apesar de as ter alcançado grandes, quando gorda fui. Ou por e simplesmente, deixei de as ter, quando o meu peso desceu dos 47kg. 
Tenho estrias, deste desiquilíbrio de balanças, e a celulite, que umas vezes grita-me das ancas, outras não a vejo sequer. Já fiz sexo preocupada com tudo isso, ou amor despreocupadamente. Ou vice-versa. Tive momentos de puro nojo, quando me confrontava ao espelho. Ou as fotografias revelavam o que não queria ver. Já tive momentos de orgulho imenso, numa barriga, psicologicamente apertada, mas isso também não se vê. 
Hoje tenho o meu peso, as estrias e os derrames, os sinais e as borbulhas. As minhas mamas são uma memória de outrora, e o meu rabo cravejado, dos buracos da vida. É o que é. Mas danço ao espelho, depois do banho. Num ritmo de mantras que me leva a tempos, de outras vidas. E amo-me. Mais do que nunca. Esse é o milagre da auto estima, autoconfiança e auto imagem. Esta é uma parte da minha história.
 Eu conheço esse caminho.
 E vamos apoiar-te.

  Neste workshop sobre a auto-estima.

Workshop : Andar para Amar(te)

Sentes que por muito que faças pelos outros nunca é suficiente? Não te sentes valorizado(a)?
Dás por ti sem  vida própria?
Dizes sim quando queres dizer NÃO?
A tua voz interior é constantemente atualizado de de crítica e de julgamento?
A tua aparência incomoda porque não corresponde às imagens das revistas?

Workshop " Andar para Te Amar", o workshop para quem quer ganhar auto estima, amor próprio e auto confiança.

Sentes que por muito que faças pelos outros nunca é suficiente? Não te sentes valorizado(a)?
Dás por ti sem  vida própria?
Dizes sim quando queres dizer NÃO?
A tua voz interior é constantemente de crítica e de julgamento?
A tua aparência incomoda porque não corresponde às imagens das revistas?
Este workshop é para ti...
Vamos trabalhar os 3 pilares da auto estima com exercícios práticos;
Vamos oferecer-te 10 dicas para aumentar o amor próprio;
E a trilogia da confiança...
Não vais perder esta oportunidade...
Data: 05 de Julho
Local: Praia da Adraga
Horário: 9:30/ 14:00
Apenas 8 participantes!!.
Inscrições para o e-mail: missaofazte@gmail.com
Valor: 29,90€ - Pagamento por MBWay ou transferência bancária.

Com este workshop vais abrir caminho para a tua melhor versão. 
Terás também acesso ao nosso grupo privado no Facebook, onde continuamos a apoiar-te, neste processo.
Vem fazer as pazes com o espelho. Esperamos por ti.








domingo, 21 de junho de 2020

Os silêncios da doença mental

Já se adivinhava um aumento da taxa de suicídios, mas ninguém espera tal desespero de um homem bonito, bem sucedido, pai e marido, aparentemente amado e acarinhado por todos.
Talvez não se tenha amado o suficiente. Que não se amou.

Também dizem que teria acompanhamento psicológico. E até possivelmente medicado.

Mas quem já passou por determinadas experiências ( e eu tenho muitas!) sabe como funciona a saúde mental, em Portugal.

Não funciona.

Há uns anos também vivi um período muito negro, e sobrevivi, à passagem pelo departamento de psiquiatria, de um hospital da área.

Duas consultas. Para uma baixa médica de um mês. Na primeira contei os meus dramas da altura, e a psiquiatra receita-me os famosos antidepressivos. E mais qualquer coisa para dormir. Fui à farmácia. Nunca os tomei.

Sempre tive para mim, que aquela mistura entre o sonâmbulo e o toxicodependente, não cura nada. Muito menos depressões.

Estive um mês mergulhada num espírito de automiserabilização, fechada em casa, sem dormir, a alimentar dores inúteis na verdade.

Depois fartei-me. E fui à minha vida.


Há dois anos, voltou a crescer em mim, a sombra da depressão. Voltei a cair, mas já com conhecimento de quem sou e como reajo. Escrevi, escrevi. Obriguei-me a dormir. Fiz um processo longo e, até muito rápido de cura.

E fui à minha vida.


Hoje tenho muito mais ferramentas, truques simples, formas de pensar e sentir, que me dão muito mais estabilidade emocional.

Se, neste momento, sentes que precisas de apoio, pede ajuda. Mas pede mesmo.

Porque quanto mais tempo levas no escuro, mais ganhas receio da luz.

Um abraço apertado,













quinta-feira, 18 de junho de 2020

Infinite book

Eu escrevo muito em papel. Tenho cadernos e cadernos, com notas soltas, post-its espalhados, folhas soltas. A tecnologia nunca se sobrepôs, aos rabiscos ou desenhos que faço, quando estou ao telefone. 

Descobri esta empresa portuguesa, que tem estes cadernos, que podemos usar infinitamente, porque podemos apagar e voltar a escrever as vezes que quisermos. 
Mandei vir a opção InfiniteInfinite Book Book Thanks Living by Mafalda Ribeiro, e que ainda apoia com 1 euro para  Associação Corações com Coroa.
Estou completamente rendida, acho a ideia maravilhosa, super prática e ainda por cima, ecológica. 

O que é que acham? 





quarta-feira, 17 de junho de 2020

Workshop suculentas em rolhas

Uma das coisas que podemos fazer muito facilmente é estes ímãs de frigorífico que ficam tão giros, tanto para a decoração da nossa cozinha, como um presente simples para oferecer.

Há quinze dias facilitei este workshop online e o feedback foi bastante positivo.

Deixo aqui o resultado. 




Se alguém quiser, tenho a gravação do workshop e posso ceder. Para isso  
só têm que seguir a página e partilhar a publicação. 

Bom trabalho!






quarta-feira, 10 de junho de 2020

Workshop Andando - Gestão de Stress

Workshop Andando - Gestão de Stress, 5 dicas essenciais.
Uma caminhada, cinco km, uma dica anti-stress por km!
 Um verdadeiro workshop na prática.

Estás cansada(o) de estar em casa, estás stressada(o), e sem motivação? Sentes falta da natureza e do mar?
Precisas de gerir o teu stress, mas o online já te desgasta?
Então bem vinda(o)!

Temas que vamos falar:

- gestão de tempo e prioridades;
- meditação activa;
- respiração;
- atenção plena;
- alteração de estados emocionais.

Mas como um workshop andando?
Simples...
Introdução aos temas no início da caminhada. 
Faremos pausas para a temática. Simples e concisas. 
Caminhamos em comunhão. 
No fim, questões e dúvidas. 
E três horas e meia, no meio da natureza, vai ter um impacto enorme em ti.

Vais mesmo querer perder esta oportunidade?

O que vais ganhar com o workshop?
✓ gerir mais eficazmente o teu tempo;
✓ ganhar foco nas prioridades;
✓ o tempo é o teu bem mais precioso;
✓ ganhar bem estar e mais qualidade de vida;
✓ conhecimento é poder!
.
Oferta de lançamento:
Por apenas 19,90€
Inscrições; missaofazte@gmail.com

Mais Informações;
Ponto de Encontro: praia da Adraga - Sintra
Domingo: 21 de Junho
9:30/ 13:00
Necessário roupa confortável e água. O material do workshop será enviado posteriormente por e-mail aos participantes.

sábado, 6 de junho de 2020

Home Working - quem quer ganhar dinheiro extra?

Uma das grandes decisões que tomei, foi que queria ter tempo na minha vida. Viver em paz, com o meu ritmo e a gerir a minha agenda, e os meus multiplos prazeres.

Uma das coisas que tenho feito por casa, de forma a ganhar algum dinheiro extra, é a  fazer tarefas simples, como recolher dados antigos, ou análise de audios. Não são vendas!

Para quem estiver interessado, não se enriquece, mas é uma ajuda. E nestes tempos complicados, quanto mais fontes de rendimentos podermos ter, mais tranquilos estaremos.

Registem-se aqui:

https://my.oneforma.com/Account/register?referred_by=136217


Um beijinho.


quinta-feira, 9 de janeiro de 2020

Workshop de Macramé 18 de Janeiro

No próximo dia 18 de Janeiro, sábado, das 10:00 às 13:00, vamos ter o primeiro workshop de Macramé do ano.
Podem escolher a peça, entre tapete de parede, caça-sonhos ou porta-vasos.
Garanto-vos uma excelente manhã de aprendizagens, e um bolo de chocolate para o coffee break.

Inscrições limitadas até dia 16.

Bom ano, Só Eus! ❤️

quarta-feira, 25 de dezembro de 2019

Feliz Natal

É manhã de Natal, e não faço ideia de que dia da semana estamos. Deitei-me às 3 da manhã, acordei às 4:30,6:15 e levantei-me às 8. O silêncio da manhã de dia 25, é quase comparável a uma manhã de domingo, só que melhor. Está sol, está frio e estou feliz.
Só por si, é estranho, quando ainda devia fazer mais um bolo de chocolate, e endoidecer a fritar sonhos novamente.
Ontem, fiz os de abóbora pela primeira vez, e recebi como elogio do meu padrasto: " quase tão bons como a minha primeira sogra!" Respondi-lhe que era melhor comer o segundo, só para ter a certeza.
Ontem brinquei com uma criança, mesmo com um gorro de pai Natal erectus na cabeça. Rimos, como há muito não fazíamos. Falei com o meu pai, com tios que não via há anos, e primos que desconhecia a existência.
Não tive o Rodrigo comigo, mas tudo na vida tem de facto, a importância que nós lhe damos .
Há um ano, passei por esta data, com a maior tristeza da minha existência.  Este ano, agradeço por um ano extraordinário. A benção de estar viva. Da família, dos amigos que são família.
Quis acabar o ano como comecei. E voltei a inscrever-me em dois cursos. Tenho em mim uma sede de novidade, de querer saber. De me ajudar a mim, e aos outros.
Sou feliz nestas permanentes mudanças, de percepções, de viagens, de rotinas pouco rotineiras.
Até terminar o ano, farei a minha 24° viagem de avião de 2019. É um número redondo, bonito. Faz hoje 5 meses, que uma viagem me trouxe pessoas bonitas. O tempo passa, e cura tudo.
Agora vou fritar sonhos e fazer bolo de chocolate. Feliz Natal ❤️

sábado, 14 de dezembro de 2019

Viagens e expectativas

São 3 da manhã. O meu despertador vai tocar em 15 minutos. Deitei-me. Revirei-me, até aquecer os pés. Desisti de tentar dormir. Tenho voo daqui a menos de três horas, duas malas feitas, e 2 kgs de bacalhau congelado, para ainda lá por.

Devia ter voado quinta-feira, mas a morte do meu padrinho, fez-me adiar a viagem.  No entanto o delegado de saúde, adiou-lhe o funeral. Mas eu já não adiei novamente.

Conclusão: uma viagem, duas noites perdidas e a entrada na exposição do Leonardo da Vinci, adiada até data indefinida. E sem funeral...


Viver sem expectativas, é aprender que a vida está sempre a mudar. É aceitar que não podemos controlar o que nos acontece, mas devemos tomar rédeas do que sentimos e pensamos sob as situações.

P.S. Cláudia, vi uma estrela cadente. Pedi por ti. Vai com tudo mulher! 😘😘




quarta-feira, 16 de outubro de 2019

Workshop de Macramé - Presentes de Natal


Neste Workshop vamos fazer um Painel de Parede e porta-chaves, aprendendo os principais nós do Macramé.

 Vamos também distinguir os diferentes tipos de corda e como escolher o material para cada peça.

Não é necessário qualquer experiência.


✔️ Inscrições limitadas;

✔️ Materiais incluídos;

✔️ Inscrições e para informações: missãofazte@gmail.com

✔️ Pagamento por MBway ou transferência bancária

❤️ Vamos dar mais amor este Natal ❤️

P.S.  O Coffee break é incluído 🤫🤫

domingo, 6 de outubro de 2019

Coisas que oiço ou sinais do universo?

No dia em que assombrações voltam, entro no carro para ir votar, e começa esta música de Xutos....

E, a bem da verdade, mexeu com tantos recantos internos, que nem um banho de mar, purificou.

Amanhã volto. 
Ao mar. 
Mesmo com "pezinhos de lã"...

terça-feira, 24 de setembro de 2019

Zanzibar, desde o regresso...

Deveria escrever. Assim como tomar decisões, que não estou preparada. Cheguei há duas semanas. Continuo no fuso horário de África, com um ritmo pole pole. Falo com Paris e Zanzibar, na mesma língua, todos os dias.
Foram muito poucas as pessoas com quem falei, desde que voltei. Só revi uma amiga. E das poucas que senti verdadeiramente a falta. Talvez por saber que ela precisava de mim, mais do que qualquer outra.
Não estou habituada às luzes e aos aviões nos céus. Sinto-me desfasada. Do tempo, no espaço.
Voltei para casa, o meu suposto lugar seguro do mundo, e todas as noites sonho em partir. Não é aqui que quero estar. África tem o poder de se entranhar, e de não nos deixar esquecer, de onde são as nossas raízes.
África, sempre foi e será um sonho.  O de ir e o de regressar. Feito sempre a dois tempos. Ir e voltar.

Lá fora, vizinhos discutem, e um adolescente grita. Não estou habituada a barulho, excepto de músicas típicas e corvos desaustinados.
Faz-me lembrar o meu pequeno Edward. Dois anos, de criança de sorriso aberto e abraço estendido. Criança de esperança, numa família Masai, ainda tribal. 
Edward, a arder de febre, de manhã à noite, com uma amigdalite. Com a boca carregada de aftas. Às vezes, temos de ultrapassar o correto, quando todas as outras situações de emergência nos falham. Especialmente a comunicação.
Sinto saudades da minha tribo Masai. Mesmo carregando em mim, as suas pulseiras nos tornozelos.
White Masai - tantas vezes me chamaram.
A futura presidente de Zanzibar, como me gozava a minha companheira, destes tempos.
Quem sabe. Um dia já quis ir para a política. Só que não tenho feitio para engolir sapos.

Tenho esfregado o chão e as paredes, numa tentativa frouxa de limpar as minhas sombras. Foi um ano de carrocel. Altos e baixos. Com uma descida vertiginosa, no fim de outubro de 2018.
Casei por amor, divorciei-me contrariada. Descobri em mim, poderes incríveis e nele, as sombras por revelar.
Volto a Zanzibar.

Já voltei à demasiado tempo. Continuo a pensar que não estou no "right place".

"Você precisa de um lugar quente e húmido!" - dizia-me o pneumologista na sexta-feira. 
Isso sei eu.

Isso sei eu!!!

Tenho saudades. De ver o mar a ir e a vir. Pintado de todas as cores. Verde, azul. A areia fina. Os cheiros da terra, e das pessoas. O cheiro de Stone Town, que reconhecia logo à entrada. Um misto de lixo, plástico queimado e animais pela rua. Pessoas vestidas de todas as cores, ou panos pretos com olhos. Aqui convivem, numa aparente sintonia: mulçumanos e católicos. Em dois extremos de pobreza.
Numa vida ainda tribal, que a nós pode chocar.

É uma viagem pela história ao vivo.
Os Masai, povo que vive nas savanas africanas, ainda vivem em tribo. Mesmo com smartphones e Facebook. São católicos. Vivem em aldeias, onde cozinham a lenha,  na rua.  As mulheres fazem pulseiras de missangas. Sentadas no chão. De trapos azuis e descalças. Sem cabelo. Sorriso franco e sofrido. É para "nhame nhame". E para água.

Lidar com fome e sede, dói muito.
Dói mesmo.

Mas tenho a experiência de me saber salvaguardar. Já sei que não tenho o poder de salvar o mundo. Apesar de às vezes, ainda sonhar com isso.

Acabei de comer um maracujá. Dos nossos. Temos do melhor maracujá do mundo, por onde andei. Mas Zanzibar tem a melhor manga. Doce, deliciosa, consistente, sem fio. Perfeita.

Tenho saudades do risoto de lagosta e de caranguejo. Do melhor nogat de amendoim que já comi. E dos crepes do pequeno almoço. A melancia às 11 da manhã e as pipocas às 17. Mesmo antes de começar a sinfonia de canários para o por do sol.
 12 horas de luz.
3 pores do sol. Dois nasceres fotografados.

(O caraças do meu novo vizinho velho, tem um toque de telemóvel, que me endoidece. Um misto de um pato com uma sirene.)

Tenho fotos com peixes, mas não consegui nenhuma selfish. Vi-me lixada para sair da água, em Mnemba. Na verdade, vi-me fodida. A água estava demasiado fria, com muita corrente e poucos peixes. Quando cheguei ao barco, agradeci a Alá. É importante agradecer ao Deus, onde estamos. ( É só uma piada!)
Na verdade, as sirenes de chamada para a reza, são demasiado penetrantes para que nos esqueçamos delas. 5 vezes ao dia. A primeira antes do nascer do sol. Todos os dias. Por ali não há desculpas.
Só muitas contradições.

É como encontrar masais na discoteca, e só os reconhecer pelas pulseiras. Agarrados a velhas. Agarrados a novas.
A dançar com aquela ginga especial. A alegria do momento.
Amanhã é longe demais - não gosto particularmente da música, mas adapta-se na perfeição.
Waikiki, sextas à noite. 30 minutos para cada lado. Pista na areia. Tambores e danças africanas em varandas. Cuspidores de fogo, só para dar aquele cheiro nauseabundo do querestese. Ou qualquer coisa dessa natureza.
A música não é grande coisa, mas serve para os italianos fazerem as coreografias com os locais.
Uma negra abana-se até eu ficar tonta, e lanço um - i hope you like meat...

Tenho testado o meu humor em inglês. Não é fácil. Sempre foi o meu calcanhar de Aquiles. Não que falasse melhor outra língua, mas o francês era fácil para mim.
Ainda hoje, apesar de não falar, consigo entender.

Nada como viajar para aprendermos. Viajar , viajar dentro, fora. Viajar por dentro de nós.

Estou a fazer uma canja. É domingo e preciso de conforto. A máquina da roupa acabou de lavar.
Como a canja e biscoitos de canela.
Ainda não estendo a roupa.

Fernão de Magalhães, foi morto por canibais, em 1521, em Mactan.
 Quero ir às Filipinas. O Fernão é só uma private joke.

É segunda-feira. Está sol. Já limpei a liteira dos gatos e despejei dois sacos de lixo. A roupa ainda está húmida. Os gatos chateiam a tartaruga, que está no seu passeio matinal. Continua sem nome, apesar de estar enorme e cheia de manias.

Relembra-me Prison Island, reserva de tartarugas gigantes das Seicheles, onde outrora (quase que) foi uma prisão de escravos.

 Quando era miúda e respondia à pergunta parva, de qual o animal que gostaria de ser, era a tartaruga que escolhia. Porque vivem para caraças. Não percebendo eu, ainda na altura, que não é viver muito, mas viver com tudo, que é importante.

Das muitas contradições da minha vida, a mais recente chama-se Coach de Relacionamentos. Eu, o verdadeiro sentido, do azar ao amor, tenho 18 valores no curso de coaching de relacionamentos. Dá-me uma certa piada.

Especialmente, agora que acabei de saber, que o ex já casou. Podia ficar triste, descabelar-me, ou chorar até ficar feia. No entanto, o abalo nem deu para fazer estragos.

Os gatos dormem na mesa da cozinha e fico feliz, com a sua versatilidade. Da mesa, claro. Não sei porque é que eu alérgica a gatos, tenho dois cheios de pêlo.
Deve ser a mesma razão, porque adoro fazer macramé, mesmo ficando horas a tossir.

Tenho uma peça começada, pendurada nas escadas, e um candeeiro para terminar. Mas está muito húmido e não é bom para os meus pulmões. Esta entrada no outono mata-me lentamente.

 E já passou quase um ano.

 Neste momento, parece que passaram muitos mais. Porque colecionei memórias. E histórias. E adicionei pessoas, línguas e países. Fui estudar. Estudei muito.

Dei workshops. Chorei e ri. Chorei até rir, ri até chorar. Dancei como nunca. Apresentei-me às sombras. Descobri o meu Deus - em mim, e aprendi uma oração em hindu. Tenho-a partilhado, porque acredito verdadeiramente, no seu poder.

Tenho um buda no corredor, é uma estrela de David, desenhada nas unhas. A semana passada entrei na Igreja Matriz de Lisboa e rezei. E acendi uma vela nos Jerónimos.
Agradeci.
Bebi vinho nas muralhas do Castelo de S. Jorge. Os copos são inquebráveis, mas a 8€ o copo de vinho, a bebedeira não é grande.

Se lhe acrescentarmos a amêndoa amarga,  a ginga nos Restaurantes, e mais uma garrafa ao jantar, podemos ficar a dançar "toda a noite", no meio da rua.

Memórias.




sábado, 21 de setembro de 2019

Crónicas do nada I


É sábado. Sinto-me como se fosse domingo. Passei a semana a pensar que hoje podia dormir. Não dormi.

O meu gato come que nem um labrador e atacou-me o pão, durante a noite. A tartaruga dá cabeçadas no aquário para pedir comida.

Continuo a sentir-me no domingo, mas sei que é deste tempo assim assim. Não me apetece fazer rigorosamente nada. E é o que vou fazer.

O gato chateia a gata. Tenta comer a comida da tartaruga.

 Missão chateia a Mel de morte. Brinca com tudo e continua a fugir de pessoas.
Estou completamente bored e o melhor é  não ir ao shopping.

Missão chateia a tartaruga. A esta hora já devia de dormir, mas a mim o que este tempo tira, a ele dá-lhe.
E continua frente a frente com a tartaruga, ainda sem nome.

Tenho duas unhas partidas, desde terça feira, e não quero saber.

Continuo a adorar o meu cabelo. Cresceu, está forte, natural, e enquanto nos brancos, vir loiros, vou abster-me de pintar.

Missão dorme e eu chateio-o.

Chove. Muito, pouco. Chove.
Sinto a pressão da sinusite sobre os olhos. E um cansaço que já atribuo aos astros.

Talvez durma. Mas sei que será a tarde toda e quero evitar descontrolar horários. Mas a cama chama-me baixinho, quase num sussurro.

Estive a manhã toda a controlar a que horas acordava a vizinha da frente, até que percebi que dormiu fora. Não tenho qualquer interesse em saber a que horas ela acorda, mas às vezes ocupo a cabeça com coisas inúteis.

Há quem veja televisão ou leia revistas cor de rosa.

Há quem viva e sobreviva.

A cama continua a assobiar-me levemente.

Vivo com poucas culpas e muito menos "ses". Uma grande e alguns ses. Todos do passado.
Permito-me poucos arrependimentos. Resulta para mim. Não será assim para todos.
O vizinho pançudo ouve Tina Turner. Simply the best.

Assim seja!







Bruxas??!

 Dia de todos os Santos e o meu gato desaparece misteriosamente??!! {Primeiro uma tartaruga, agora um gato??} Não há bruxas o car****