A semana passada pareceu-me que era o suposto dia mais triste do ano.
No mesmo mês, na semana seguinte é o dia do riso.
Não sei se é só a mim que me parece um pouco contraditório.
Foi como ouvir hoje a rádio comercial de manhã, onde estava supostamente um facilitador do ioga do riso. Oh my god, o senhor tinha tanta piada, mas tanta piada que tive vontade de cortar os pulsos. Talvez o problema não seja dele mas meu, já que para mim não existe só um dia (mais ) triste do ano. Existe todo o conjunto de meses que entram nessa categoria.
O inverno, basicamente.
Se acrescentar a neura que tenho todos os dias que venho trabalhar, estou um poço de alegria.
Sinto-me quase uma papoila saltitante.
Ainda posso juntar o facto de estar tão gorda, mas tão gorda que as pessoas perguntam-me se estou grávida.
Não estou! Mas o peso é quase como se tivesse.
Podia não me preocupar muito, se não tivesse de me enfiar dentro de um vestido de noiva.
Um vestido, que eu também não consigo decidir-me.
E, cada vez mais, tenho dúvidas em conseguir escolher.
Aliás, eu nem sei se fico bem de branco.
Oh que neura, senhor!
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quarta-feira, 18 de janeiro de 2017
segunda-feira, 12 de dezembro de 2016
A lua e as hormonas tristes...
Já devia de estar a dormir, mas estou a chorar no sofá. Estou doente há mais de uma semana, e as minhas noites são um suplício. Estive na cama, tentei dormir, começou a tosse e a tristeza.
Foi ai que percebi que a lua estaria a ficar cheia e a descontrolar-me.
Os pensamentos que me assolam e, me deixam sem reacção, apenas numa catapulta de choro.
Ou tentativa dele.
É o pior!
Quando nos controlamos em determinadas situações, deixando cair só uma lágrima ou duas, tentando libertar-nos, mas sem dar nas vistas.
Detesto que me vejam chorar. Detesto que me vejam chorar hormonalmente.
Porque faço o esforço heróico de perceber que não tenho razão, e a culpa é do meu corpo.
E da lua cheia. E do inverno. E do Natal, que é no inverno.
Estou triste e doente.
Dou por mim a pensar no tempo, em que era menina do papá. E, tal como, nas estórias de encantar tinha uma madrasta má. Não que me fizesse trabalhar de sol a sol, ou me envenenasse com maçãs. Maltratava-me. Agredia-me, e estoirava com a minha auto-estima. Comigo em geral. Mas muito particularmente.
Estou também eu a viver agora a experiência de ser madrasta. Ou boadrasta, como se usa hoje em dia. Tento manter-me com uma perna na minha infância, naquela madrasta que tive e que não quero ser. Apesar de ser difícil. Porque nunca o fui, muito menos três vezes. Como também nunca vivi uma situação de uma ex nestas circunstancias.
Porque engulo sapos. Porque por vezes engulo baleias inteiras, para não ser quem sou.
E choro sozinha. Assim que começa a lua a mexer comigo. E a tristeza acumula com palavras anteriores e acções passadas.
Choro, mas pelo menos alivia a sinusite.
Foi ai que percebi que a lua estaria a ficar cheia e a descontrolar-me.
Os pensamentos que me assolam e, me deixam sem reacção, apenas numa catapulta de choro.
Ou tentativa dele.
É o pior!
Quando nos controlamos em determinadas situações, deixando cair só uma lágrima ou duas, tentando libertar-nos, mas sem dar nas vistas.
Detesto que me vejam chorar. Detesto que me vejam chorar hormonalmente.
Porque faço o esforço heróico de perceber que não tenho razão, e a culpa é do meu corpo.
E da lua cheia. E do inverno. E do Natal, que é no inverno.
Estou triste e doente.
Dou por mim a pensar no tempo, em que era menina do papá. E, tal como, nas estórias de encantar tinha uma madrasta má. Não que me fizesse trabalhar de sol a sol, ou me envenenasse com maçãs. Maltratava-me. Agredia-me, e estoirava com a minha auto-estima. Comigo em geral. Mas muito particularmente.
Estou também eu a viver agora a experiência de ser madrasta. Ou boadrasta, como se usa hoje em dia. Tento manter-me com uma perna na minha infância, naquela madrasta que tive e que não quero ser. Apesar de ser difícil. Porque nunca o fui, muito menos três vezes. Como também nunca vivi uma situação de uma ex nestas circunstancias.
Porque engulo sapos. Porque por vezes engulo baleias inteiras, para não ser quem sou.
E choro sozinha. Assim que começa a lua a mexer comigo. E a tristeza acumula com palavras anteriores e acções passadas.
Choro, mas pelo menos alivia a sinusite.
quarta-feira, 30 de novembro de 2016
No limiar...
Estou cansada.
Muito cansada.
Estou há muitos dias a controlar malucos e a ouvir muitos gritos.
E queixas.
E agressões.
Ando a dormir mal, e acordo todos os dias uma hora mais cedo do que preciso, por causa de coisas que (até) entendo, mas que me têm irritado (muito) ultimamente.
Assim que me levanto, olho para uma foto minha (quando era escultural) e, fico ainda mais angustiada.
Hoje ouvi a chuva logo de manhã e vi este tempo cinzento e fiquei ainda mais desorientada.
Cheguei ao trabalho e voltou tudo outra vez: gritos, ameaças, doidos varridos.
Amanhã é feriado mas venho trabalhar. Começa o mês que me faz detestar pessoas. Ou ainda mais.
Não tive hora de almoço, devia ir à farmácia e, agora chove desalmadamente.
Já não suporto ouvir velhas, nem a chuva, nem os meus pensamentos.
Deprime-me o tempo, o mês e, o que lá vem....
(Esperemos que seja o sol para melhorar a neura!)
Muito cansada.
Estou há muitos dias a controlar malucos e a ouvir muitos gritos.
E queixas.
E agressões.
Ando a dormir mal, e acordo todos os dias uma hora mais cedo do que preciso, por causa de coisas que (até) entendo, mas que me têm irritado (muito) ultimamente.
Assim que me levanto, olho para uma foto minha (quando era escultural) e, fico ainda mais angustiada.
Hoje ouvi a chuva logo de manhã e vi este tempo cinzento e fiquei ainda mais desorientada.
Cheguei ao trabalho e voltou tudo outra vez: gritos, ameaças, doidos varridos.
Amanhã é feriado mas venho trabalhar. Começa o mês que me faz detestar pessoas. Ou ainda mais.
Não tive hora de almoço, devia ir à farmácia e, agora chove desalmadamente.
Já não suporto ouvir velhas, nem a chuva, nem os meus pensamentos.
Deprime-me o tempo, o mês e, o que lá vem....
(Esperemos que seja o sol para melhorar a neura!)
quinta-feira, 13 de outubro de 2016
Eles perseguem-me....
Estou no Centro de Saúde, sentada na sala de espera. Estão umas 12 pessoas espalhadas ao longo da sala. Sento-me numa fileira de 5 cadeiras, completamente vazias. Ponho a mala na cadeira ao meu lado. 10 minutos depois...
-" Desculpe, pode tirar a mala?!"
Olho lentamente para cima, sabendo que só poderia ser uma velha. Passo a mala de uma cadeira para a outra ao meu lado. Suspiro com uma ponta de irritação!
Ela mete-se a mexer na sua mala, procurando algo com muito afinco e pouca sorte. Oiço-a, baixinho, mas finjo que sou surda. Sei que aquilo que ela quer é conversa, mas hoje estou farta de queixumes. Bem, de queixumes e de velhos. E, a bem dizer, de desgraças, de coitadinhos e da mesma ladainha que oiço constantemente.
-" Desculpe, pode tirar a mala?!"
Olho lentamente para cima, sabendo que só poderia ser uma velha. Passo a mala de uma cadeira para a outra ao meu lado. Suspiro com uma ponta de irritação!
Ela mete-se a mexer na sua mala, procurando algo com muito afinco e pouca sorte. Oiço-a, baixinho, mas finjo que sou surda. Sei que aquilo que ela quer é conversa, mas hoje estou farta de queixumes. Bem, de queixumes e de velhos. E, a bem dizer, de desgraças, de coitadinhos e da mesma ladainha que oiço constantemente.
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Bruxas??!
Dia de todos os Santos e o meu gato desaparece misteriosamente??!! {Primeiro uma tartaruga, agora um gato??} Não há bruxas o car****
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