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quarta-feira, 5 de agosto de 2020

Na véspera dos 42...

05.08.2020

Faço 42 amanhã. Podia dizer que tenho tudo para entrar com o pé direito, excepto o pé. 
Segundo dia de férias, espeto uma concha no pé. Fica um bocadinho dentro do pé. Recordação da Culatra. 
Consegui abrir também um lanho na lateral do pé, a fechar o armário. 
Hoje no Leroy, um carro carregado por dois homens, passa em cima do meu dedo grande. Pelo aspecto e as dores, amanhã vai estar feio, feio.

Faço 42 amanhã. 

Com o pé direito, com o corpo todo, com o coração junto à Alma. 

Porque os coxos também sabem dançar,que assim seja... 


quarta-feira, 25 de dezembro de 2019

Feliz Natal

É manhã de Natal, e não faço ideia de que dia da semana estamos. Deitei-me às 3 da manhã, acordei às 4:30,6:15 e levantei-me às 8. O silêncio da manhã de dia 25, é quase comparável a uma manhã de domingo, só que melhor. Está sol, está frio e estou feliz.
Só por si, é estranho, quando ainda devia fazer mais um bolo de chocolate, e endoidecer a fritar sonhos novamente.
Ontem, fiz os de abóbora pela primeira vez, e recebi como elogio do meu padrasto: " quase tão bons como a minha primeira sogra!" Respondi-lhe que era melhor comer o segundo, só para ter a certeza.
Ontem brinquei com uma criança, mesmo com um gorro de pai Natal erectus na cabeça. Rimos, como há muito não fazíamos. Falei com o meu pai, com tios que não via há anos, e primos que desconhecia a existência.
Não tive o Rodrigo comigo, mas tudo na vida tem de facto, a importância que nós lhe damos .
Há um ano, passei por esta data, com a maior tristeza da minha existência.  Este ano, agradeço por um ano extraordinário. A benção de estar viva. Da família, dos amigos que são família.
Quis acabar o ano como comecei. E voltei a inscrever-me em dois cursos. Tenho em mim uma sede de novidade, de querer saber. De me ajudar a mim, e aos outros.
Sou feliz nestas permanentes mudanças, de percepções, de viagens, de rotinas pouco rotineiras.
Até terminar o ano, farei a minha 24° viagem de avião de 2019. É um número redondo, bonito. Faz hoje 5 meses, que uma viagem me trouxe pessoas bonitas. O tempo passa, e cura tudo.
Agora vou fritar sonhos e fazer bolo de chocolate. Feliz Natal ❤️

sábado, 21 de setembro de 2019

Crónicas do nada I


É sábado. Sinto-me como se fosse domingo. Passei a semana a pensar que hoje podia dormir. Não dormi.

O meu gato come que nem um labrador e atacou-me o pão, durante a noite. A tartaruga dá cabeçadas no aquário para pedir comida.

Continuo a sentir-me no domingo, mas sei que é deste tempo assim assim. Não me apetece fazer rigorosamente nada. E é o que vou fazer.

O gato chateia a gata. Tenta comer a comida da tartaruga.

 Missão chateia a Mel de morte. Brinca com tudo e continua a fugir de pessoas.
Estou completamente bored e o melhor é  não ir ao shopping.

Missão chateia a tartaruga. A esta hora já devia de dormir, mas a mim o que este tempo tira, a ele dá-lhe.
E continua frente a frente com a tartaruga, ainda sem nome.

Tenho duas unhas partidas, desde terça feira, e não quero saber.

Continuo a adorar o meu cabelo. Cresceu, está forte, natural, e enquanto nos brancos, vir loiros, vou abster-me de pintar.

Missão dorme e eu chateio-o.

Chove. Muito, pouco. Chove.
Sinto a pressão da sinusite sobre os olhos. E um cansaço que já atribuo aos astros.

Talvez durma. Mas sei que será a tarde toda e quero evitar descontrolar horários. Mas a cama chama-me baixinho, quase num sussurro.

Estive a manhã toda a controlar a que horas acordava a vizinha da frente, até que percebi que dormiu fora. Não tenho qualquer interesse em saber a que horas ela acorda, mas às vezes ocupo a cabeça com coisas inúteis.

Há quem veja televisão ou leia revistas cor de rosa.

Há quem viva e sobreviva.

A cama continua a assobiar-me levemente.

Vivo com poucas culpas e muito menos "ses". Uma grande e alguns ses. Todos do passado.
Permito-me poucos arrependimentos. Resulta para mim. Não será assim para todos.
O vizinho pançudo ouve Tina Turner. Simply the best.

Assim seja!







quarta-feira, 17 de julho de 2019

É hoje.

Falta-me fechar a mala, e escolher a roupa da viagem.
 Imprimir cartões de embarque.
É 00:20 e tenho ainda dois trabalhos para acabar, para concluir o meu quarto curso deste ano.

Tirei o gel das unhas, cortei o cabelo e não pintei.
Tenho mais cabelos brancos que madeixas loiras e isso podia irritar-me anteriormente, mas nesta altura faz-me rir. Tenho as mamas descaídas a precisarem de um sopro de silicone, os braços demasiado elásticos e celulite que finjo que o verão esconde. Também na verdade, podia me preocupar com tudo isso e com as olheiras que carrego, em forma de panda permanente.

Podia também fingir que na mala carrego vários conjuntos a fazer pandant, mas os meus quase 23 quilos de bagagem, levam muito mais que isso. Levam um sonho com mais de 30 anos. Da menina sonhadora que queria mudar o mundo. Sei bem agora que não vou mudar o mundo, mas ganhei a certeza que o meu mundo vai mudar, crescer, expandir. Quando voltar, trarei muitos menos quilos na mala. Mas o que trarei na alma não se pesa.

To Be continued....


quarta-feira, 19 de junho de 2019

De gorda a magra...

Ontem, uma amiga falava sobre uma página com um estilo muito peculiar, mas com muitos seguidores.
 O seu grande feito, foi o emagrecer bastante.
Eu também emagreci muito, respondi.
-  Ah, mas ela tinha obesidade mórbida e perdeu muitos quilos.

Eu perdi o marido! 😅

Mas o que eu quero escrever não é tanto sobre o que me levou a ir de um 42/44 para um 34/36, mas o caminho inverso.
O que me levou a ganhar peso.

Estava feliz. Dizem que a felicidade engorda. Pode ser. Mas sou feliz agora. Já estive feliz, outras vezes. Mas tão gorda, só no casamento e na gravidez. Com sentimentos muito díspares entre eles, mas no fundo, ambos implicavam, aquilo que hoje sei que é o meu valor fundamental - a liberdade.

Também sei, que podes escolher qualquer dieta, podes perder os quilos que quiseres, mas se não mudares o teu mindset, mais cedo ou mais tarde, eles voltam para ti.
E esse é o segredo de qualquer dieta.

Na verdade, de tudo na vida!

É o encarar de frente, o que nos levou naquele caminho.
 As feridas que temos de olhar, compreender e perdoar.
A aceitação da nossa responsabilidade sobre o que nos acontece.

Que temos de deixar de ter medo, de responder às perguntas certas. O que nos magoou, o que queremos guardar ou esconder, do que temos vergonha.
E depois ai, quando te verdadeiramente, amas, compreendes e aceitas, deixas de engordar só por respirar.


{ Viver numa concha, é para as ostras, e nem todas dão pérolas. }




terça-feira, 28 de maio de 2019

Ping Pong Show

Estava na minha primeira noite em Phuket, vinda do sossego das Phi Phi.
Cheguei ao entardecer, no momento em que tudo muda, e a cidade vira caótica.

A minha amiga holandesa, conhecida em Bangkok, já me tinha falado dos shows, mas também ela não sabia muito. Só que tinha muito pouco a ver com ping pong.


Quando entro na rua, onde tudo acontece, e sou abordada com os convites para os free ping pong show, decido arriscar.

Sou revistada, dizem-me as regras que não é permitido filmar ou fotografar, e entro numa sala, cheia de sofás manhosos, um ambiente estranho e dois japoneses perdidos com shots, enquanto agarravam as tetas de uma tailandesa.

Sentei-me num sofá individual, meia recatada. Havia um ou outro casal.
Era a única mulher sozinha. Talvez fosse a única pessoa sozinha.

Trazem-me a carta, 30€ uma cerveja, consumo obrigatório. Toma lá, o teu free.


Atenção: a partir daqui é só para maiores de 18. Pessoas sensíveis talvez não devam ler. Não vou poupar nas palavras.😬

Ponto 1 - ping pong show são cerca de 15 actuações, que envolvem mulheres, poucos homens, animais, acessórios e vaginas. ( Vou tentar ser educada para o choque não ser tão grande).

Ponto 2 - Existe uma actuação em que o público é convidado a ir comer coisas do corpo das "bailarinas". Um show lésbico e um trio numa actuação com velas e cera derretida.
São as coisas mais softs.

Ponto 3 - os japoneses já tinham 2 tailandesas ao colo, mas já nem abriam os olhos.

Ponto 4 - Paga-se para ir à casa de banho.

Ponto 5 - mulher que trás todo um jogo de bolas, dentro da vagina, que vai largando conforme a batida da música. E ora manda bolas para o lado direito, como para o lado esquerdo do palco. Eu que vi tartarugas a desovar, achei a cena muito idêntica.

Ponto 6 - mulher que trás meia garrafa de Coca-Cola dentro da vagina, e num gesto de precisão, volta a encher a garrafa.

Ponto 7 - sabem o número dos mágicos, com o lenço que nunca mais acaba?! Igual.

Ponto 8 - não sei o que me chocou mais: se as tartarugas, os hamsters ou os peixes. Vivos. Que entraram e saíram vivos. De vaginas.

Ponto 9 - Acho que foram os Peixes. Sim, sem dúvida. Peixes vivos a saltarem de uma vagina, para o aquário. Repetido 3 vezes, para os dois lados e centro do palco.

Ponto 10 - não vi todos.

Ponto 11 - saí dali e fui cumprir um ritual budista de lançar flores ao mar, numa espécie de ano novo.

Porque a vida acontece fora da zona de conforto. 😉


sexta-feira, 17 de maio de 2019

Conversas matinais

Eu e ele.
Conta-me uma piada qualquer, sobre os TRex. Digo-lhe que o Conan tinha um fato meio dinaussauro, meio dragão.
Pergunto-lhe se os dragões existiram?
Ele, diz que não.
Que pena ! No tempo dos homens das cavernas, como não havia isqueiros, um dragão daria muito jeito! - digo eu.

segunda-feira, 1 de abril de 2019

Zanzibar, a viagem que se entranhou no meu Adn.

" O sucesso é igual ao resultado, menos as expectativas."

Viver. Só viver.
 Agora.
Não foi, nem será. 
É já. 
Ao instante.

Dançar todos os dias, descalça, até ganhar bolhas nos pés. 
Falar com pessoas novas, todos os dias. E com as mesmas. Repeti Jambo, Jambo (olá) continuamente. Hakuna Matata, igual. 
Aprendi palavras e ensinei outras, numa repetida troca de empenho. 
Fui tocada subtilmente e seduzida à descarada. Desejada e despida em pensamentos alheios. 
O mercúrio estava retrógrado, a lua cheia, e um monte de contraindicações.
A terra, o mar. Abraçar árvores e pessoas. 
Aprender, ensinar, dar.
Amar.
Cada momento.


Entregar-me. Sem pudor. Aproveitar. 
Fiz hidroginástica quase sem pé, e aprendi a contar até 3, com a coreografia final. Joguei à bola e marquei um golo à CR7. Fiz passagem de modelos de trajes típicos, e ganhei uma massagem, como primeiro prémio. 
Falei línguas diferentes. Tentei entender línguas. 
Fiz filmes em inglês e italiano. 
Joguei bilhar, com tacos sem giz e ganhei nos matraquilhos.
Ouvia o meu nome várias vezes. Ou Bonjour chérie ou Buongiorno bella.
Caminhei na praia de bikini, com dois homens e ouvia as miúdas a chamarem-me de "infiel". Vi um casamento na praia e os homens no mercado do peixe. À distância. 

Falei com turcos e com checos. Pus os checos a dançar, numa mistura de combate medieval com boxe. Ela perdida de "drunk". Sem conseguir articular uma palavra em inglês perceptível. Excepto quando falou do Maasai, de cabelo comprido. Girl's talk.

Dancei coreografias, várias vezes ao dia, até já falhar pouco.
Pisei bichos dentro de água, que deitam tinta vermelha. E fiquei maravilhada. Procurei estrelas do mar e vi ouriços coloridos. Vi, pela primeira vez, o céu do hemisfério sul, e perdi-me na imensidão das estrelas.

Nos primeiros dias o mar estava muito quente. Soup. 
Para cima dos 30 graus. 


Nadei com centenas de peixes, e agradeci ao ex, ter aprendido a fazer snoorkling. 
Ri à descarada.
Segurei em tartarugas e tive lémures na varanda, durante a noite. 
Falei com o diretor e o dono do hotel em português. Tentaram fazer-me um "arranjinho" com um brasileiro perdido por lá. E riram à gargalhada com a palavra.
Traduzi francês de um casal de Paris para o Pablo, e fotografaram-me as tattoos.
Comi lagosta grelhada e lulas com batatas fritas na praia. E o melhor risoto de lagosta da minha vida (e único!)
Vi um por do sol lindo, numa praia demasiado turística.

Assisti a espetáculos incríveis. 
Senti coisas únicas.
Senti-me.
Em cada momento.
O meu instinto. A minha dádiva.

Zanzibar, trouxe-me de volta sonhos de menina, e a vida só me devolveu ao caminho. 












sexta-feira, 22 de março de 2019

A viagem...

Acabei a voar pela Emirates para o Dubai, num voo extraordinário, onde tinha uma fila inteira vazia só para mim. Do Dubai a Zanzibar, foram quase 6 horas, num voo muito baixo, que permitiu ver paisagens absurdamente incríveis.

À chegada, um aperto de segurança brutal 😁😁, estava um polícia à saída do avião, a controlar os cartões de embarque. No aeroporto, ah ah ah, passei o controle do passaporte rapidamente, porque tinha tratado do visto online. Fui comprar o cartão de telemóvel, trocar dinheiro e quando estava para sair, sou abordada por outro polícia, que se questionava com o facto de só ter aquela bagagem.

Chego ao hotel, depois de uma hora de transfer privado, e só pergunto pela praia. A amplitude das marés é tão grande, que com maré cheia não se consegue ir ao mar, e com a maré vazia fica tão, mas tão longe...

Que só dei um mergulho na piscina...

Hoje de manhã, maré vazia, decido fazer uma caminhada, e tenho logo um Masai, que não me larga. Conta-me que, contrariamente à maioria islamita da ilha, os Masai sao católicos, e aproveito para lhe dizer que a educação é a única forma de mudar o mundo. Isto tudo porque comecei a apanhar o lixo pelo caminho.
Aprendo que as duas palavras mais usadas por aqui, são Jambo e Hakuna Matata, porque aqui está sempre tudo bem.



quarta-feira, 20 de março de 2019

Ainda não fui e....

A esta hora devia estar a chegar a Amesterdão. No entanto, já almocei no aeroporto, fui a casa e voltei novamente. Ontem, uma amiga perguntava-me se estava nervosa. Respondi que tinha um grilo em mim. Um misto de nervosismo com pressentimento. Acordei às três da manhã, com insónias. O que não acontecia há semanas.
Cheguei ao aeroporto com tempo, até receber a informação do atraso no primeiro voo, o que me fazia perder as restantes ligações. Mas mantive a disposição.
Recebo mais tarde a indicação que todos os voos tinham sido alterados, e só tenho voo no final do dia.
Recebo entretanto a confirmação da aprovação do meu visto.
Decido ir a casa, imprimir tudo e falar com a agência de viagens, por causa dos transferes.
Trato de tudo.
Volto para o aeroporto. Apanho um Uber todo simpático, que se fartou de aprender coisas novas comigo.
Faço o check in e a funcionária fala do visto, que às vezes, no destino custa o dobro. Ainda bem que fui a casa! Pensei eu 😁
Decido ficar na rua, a apanhar o último sol de Lisboa, e ao meu lado está um estrangeiro, com quem acabei de me cruzar no corredor de longo curso, e me fez uma festa, como se fosse a melhor amiga dele. Talvez seja, talvez!
Vou agora, finalmente embarcar e daqui a muitas horas, hei-de de chegar, pela primeira vez, ao hemisfério sul.

[A cumprir, o primeiro dos seis posts, que me comprometi a fazer...]

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

Zula, a elefante de um tpc...

Zula, uma elefante cor de rosa, com 8 anos, perguntava todos os dias à sua mãe: - porque é que não posso voar como os pássaros?
Zula! - respondeu a mãe, abanando as orelhas, em sinal de desaprovação. Tu és uma elefanta. Nós não voamos. Já tens idade para te deixares de ideias tolas.
Mas para Zula, era a ideia mais brilhante que tinha. Ela tinha que voar. 
Continuava a olhar os pássaros no céu, o seu voo livre, a liberdade. Tinha inveja. Sim, inveja! 
Porque é que sou elefante? Porque não tenho asas e um corpo gracioso? - lamentava-se Zula.
Um dia viu que estava muito vento, e os pássaros não conseguiam voar. 
Nesse momento, ficou feliz por ser quem era. Nunca mais quis ser uma ave.
Mas continuava a querer voar...
Um dia, tanto pensou, que decidiu subir ao cimo de um banco e saltar!
E, naquele meio segundo que se sentiu voar, Zula, sentiu-se a elefante mais poderosa da terra.


Percebeu que tinha um poder maior que os pássaros - tinha a capacidade de sonhar!




Bruxas??!

 Dia de todos os Santos e o meu gato desaparece misteriosamente??!! {Primeiro uma tartaruga, agora um gato??} Não há bruxas o car****