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terça-feira, 13 de junho de 2017

Orgia de barro

Íamos com pressa aligeirada de férias. Queríamos chegar à praia e conseguir o spot que as lésbicas tinham ontem, numa tentativa de conseguir a sombra, que daria uma sesta quando o calor apertasse. Pelo
caminho,c com as holandesas chatas que tinham passado ontem o dia a cantarolar. Tentaram quase uma ultrapassagem pela direita numa clara tentativa de arranjar o melhor espaço.
 Não conseguiram!
 Chegámos ao nosso destino, felizes da vida por termos todo o espaço - com sol e sombra- e sem mais ninguém.
 Fomos ao banho e nem 10 minutos passados, chega um casal que vendo a nossa ocupação de espaço retira se para as pedras. Algum tempo depois pedem-nos a sombra. Novo banho e chega um rapaz com uma cadela - eu simplesmente o-d-e-i-o cães na praia- com ele trouxe um batuque.
 Estava montada a festa. Entretanto chamou uma amiga, depois o amigo cota perneta, e com ele mais dois cães. Já não cabíamos em nós de contentes. O casal da sombra não resistiu e devolveu-nos a sombra. O primeiro começa então a fazer uma máscara de barro. Besunta-se todo até ficar todo cor de laranja. Tenta persuadir a amiga a fazer o mesmo, começando por por-lhe nas costas com uma suave massagem. Entretanto chegam mais um rapaz, o exibicionista e a amiga inglesa. Ele fica nu, ela com o biquini que roubou à avó. Vão todos para dentro de água, só ficando os dois cães a guardar a perna, do cota aleijado. Uma cena surreal, sim! Algum tempo depois, nova sessão de barro. Os dois mais novos a passar a mão na miúda, numa luta de galos silenciosa. Ela, que de parva tinha pouco, ia aproveitando a atenção e as massagens.
 O exibicionista começando a perder terreno, inicia o jogo do eu-sou-mais-forte-que-tu-e-vou-andar-aqui-a-fazer-pinos. Nha,nha,nha...Estando agora 5 pessoas,3 cães e um batuque na praia, chega mais um casal, de cotas. Beijinhos para cá, beijinhos para lá, apresentações feitas e barro para cima. O primeiro rapaz decide atacar a inglesa. O exibicionista fica pior que urso. Ela tira o sutiã. Ele esfrega-lhe as costas, deixando-a com cor de gente. O perneta vai tomar banho. Os cães seguem-o. Os outros também. Já não aguentamos mais e vimos embora. Nós que quase corremos pelo sossego. Pela paz e nudez. Saiu-nos uma orgia de barro. Amanhã é outro dia.

quinta-feira, 25 de maio de 2017

Trovoada com bolinha

Deitei-me tarde.... O jantar atrasou um pouco, porque a noite estava convidativa e a conversa rolava a tinto e conhaque. Ainda fui ao banho e quando cheguei, o homem tentava fazer cumprir o castigo de ter lavado a louça. Ainda me fiz de difícil, como quando estou cansada e não me apetece trocas de amor. Mas ele com uma insistência que nem é habitual, perante tantos obstáculos que, em mim também são raros. Acasalámos devagar, devagarinho como a sorver a saudade, a distância e o amor. Naquela junção que é sempre maior, do que qualquer outro afecto. Adormeci tarde na esperança que pelo menos não acordasse de noite. Acordei. Eram 3:30 quando a janela clareou numa antecipação ao trovão que havia de cair. Tentei ganhar sono ou vontade de dormir porque sono tinha. Dei voltas e mais voltas, enquanto me encostava ao homem, que naquele momento, considerei o santo protector da trovoada. Abriu o olho e despertou, mesmo contrariando todo o sono que tem sempre. Espevitou, chegando-se agora a mim, não por receio, mas por atrevimento. Não houve resistência, como se os corpos estivessem telecomandados para o prazer. Nós os dois e os clarões da trovoada. Ao balanço da maré. Voltei a dormir... E a acordar com a gata a jogar à bola. Ainda o sol espreitava por cima da noite. Mal abria os olhos. Uma hora depois o despertador tocou. E não foi um pesadelo.

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

No mar com bolinha...

 O barco balançava ao sabor das ondas, sem um destino predefinido. Estava mais vento do que calor apesar das praias à distância estarem cheias de pessoas.
Já estaríamos em mar alto, onde só as gaivotas andam para fazer companhia.
 Ao longe passam barcos que cumprindo a tradição nos cumprimentam.
 Faz parte das regras do mar.

Não sei se era do chapéu de marinheiro que tinhas enfiado na cabeça, ou do cheiro a mar que exalavas. Estava sentada no convés com o meu vestido de rede. Olhava-te agarrado ao leme a caminho do nada.
Olhei-te, com o olhar de quem te quer, numa ânsia pelo já.

 Beijaste-me com a tesão da adrenalina.
Sabias que tinha de ser ali.
Beijaste-me os mamilos, afastaste-me as cuecas e penetraste-me.

Sem ancora.
Sem poita.

 Ao balanço das ondas e soprados pelo vento.

Donde estavas não vias o oceano. O motor continuava ligado e nós de um lado para o outro. Viro-te e sento-me em cima de ti. Sem dó. Enfio-te e venho-me, logo ali. Só pela excitação do momento.

 Pelo sentido da nossa liberdade...


terça-feira, 4 de agosto de 2015

Com bolinha

Chegaste a casa e apanhaste-me de vibrador enfiado. Sorri-te, enquanto te despias vagarosamente. Decidias-te, se te juntavas a mim, ou se apenas gozavas, a ver-me fazer o teu trabalho. Conheces-me. Sabes que estou a arder, e que agora que te vejo, quero chupar-te.

Chamo-te.
Mas ignoras-me!
Gostas de me ver implorar pelo teu pau.
Sussurro o teu nome, enquanto abafo um orgasmo.

 Não resistes quando me vês a estremecer.

Meto-o na boca, só para sentir a tua cabeça a latejar.
 Estás tão teso.
 Meto-te um dedo no cu e controlas-te para não te vires na minha boca.

Afastas-me. Viras-me de costas, abres-me as pernas e espetas-me a língua. metes um dedo, dois enquanto brincas com o clitóris.

Contorço-me  quando te enfias em mim. Sem piedade. Sem aviso.
Na tua cadência...Tens o controlo.

Venho-me as vezes que quiseres.
Até te vires.
Fumamos um cigarro. Na paz do silêncio.

Só os corpos falam.
Adormecemos enroscados. Porque vamos voltar a acordar com os corpos a falarem.

Daqui a pouco.

Quando a tua mão tocar o meu mamilo e o meu rabo instintivamente se encostar a ti. Afastas-me o cabelo e mordes-me a orelha, Sinto-te a crescer encostado a mim. Tenho a rata molhada numa mistura de tesões. Deixas que ele me procure, enquanto me abraças.

Penetras-me.

 Devagarinho.

Como se fosse a primeira vez que me sentisses.

E sempre única,


segunda-feira, 6 de abril de 2015

Bruxas??!

 Dia de todos os Santos e o meu gato desaparece misteriosamente??!! {Primeiro uma tartaruga, agora um gato??} Não há bruxas o car****