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terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Aldrabões e vigaristas

Queríamos fazer uma viagem e andei a fazer umas pesquisas. Encontrei a um bom preço para a passagem de ano para São Tomé e Príncipe. Muito bom preço mesmo, no site da soltrópico. Mas o site não permite logo a reserva e manda-nos para uma agência de viagens.

Logo após o primeiro contacto, informam-nos que o voo de São Tomé para o Príncipe, já estava uns 120 eur mais caro por pessoa. E, que afinal, os hotéis escolhidos também não tinham vaga, com proposta para uns mais caros. Claro!
Fizemos nova pesquisa no mesmo site e continuava a dar os valores iniciais, com os mesmos hotéis. Pasme-se!
Tentámos noutra agência.
Fomos pagar a reserva de 50% da viagem na semana passada. 

Entretanto, fui à consulta do viajante, levei duas vacinas e paguei 93 euros.

Ontem, quando perguntei o que se passava, porque não recebia confirmação nenhuma, recebo um email muito simpático a dizer que os hotéis estavam cheios e as alternativas eram só mais 600€.
Conclusão, cancelámos a viagem.
Só por curiosidade voltei a fazer a mesma pesquisa, e continua a dar mesmos preços, com os mesmos hotéis.

Odeio aldrabões!

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

39 e uma história de terror

Domingo fiz 39 anos. Estava a jantar com a minha mãe e disse qualquer coisa do género, 39 já tenho, os 40 não são garantidos. O meu padrasto começa a torcer o nariz e a perguntar-me: estás doente? tens algum problema grave de saúde, vais-te suicidar?! Então não há razão plausível para não chegares aos 40. Segunda-feira, perto das 11:00 da manhã, estava no trabalho quando chega um dos malucos de estimação. O maluco perigoso. Vinha bêbado. Começou a falar alto. Mandei-o falar mais baixo. Começa aos gritos comigo a chamar-me de puta e vaca. Revira os olhos, e grita que me vai esventrar toda quando for para o carro. Vem direito a mim e empurra-me com toda a força que bati com as costas, no balcão do bar. Conseguem tirá-lo para fora do espaço e enfio-me na recepção para chamar a polícia. Tranco a porta e a janela. Ele vai à cozinha e trás uma faca e vem direito a mim, continuando com a conversa que me vai esventrar toda. Com um pontapé abre a porta e vem direito a mim, de faca em punho. Digo-lhe para parar e entra uma colega que consegue tirar-lhe a faca. Continua aos gritos. Conseguem metê-lo fora e chega a PSP. São precisos 4 homens para algemá-lo. Levam-no para a esquadra. 2 horas depois soltam-no e ele continua a dizer ao irmão que me vai furar toda. Foi apresentar queixa. Dizem-me que para prosseguir com o processo das injúrias tenho de pagar 102€ e arranjar um advogado. O processo criminal segue o seu curso. Perguntei como deixam uma pessoa sair passadas 2 horas e a resposta foi: não vamos correr risco de ultrapassar as horas de custódia. Muito bem! Talvez se tivesse ficado estendida já garantia que agarrassem nele e o enjaulassem. Não foi a minha hora ou o meu anjo da guarda estava perto. Afinal, chegar aos 40 não é assim tão certo!

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

No limiar...

Estou cansada.

 Muito cansada.

Estou há muitos dias a controlar malucos e a ouvir muitos gritos.

E queixas.

E agressões.

Ando a dormir mal, e acordo todos os dias uma hora mais cedo do que preciso, por causa de coisas que (até) entendo, mas que me têm irritado (muito) ultimamente.

Assim que me levanto, olho para uma foto minha  (quando  era escultural)  e, fico ainda mais angustiada.

Hoje  ouvi a chuva logo de manhã e vi este tempo cinzento e fiquei ainda mais desorientada.

Cheguei ao trabalho e voltou tudo outra vez: gritos, ameaças, doidos varridos.

Amanhã é feriado mas venho trabalhar. Começa o mês que me faz detestar pessoas. Ou ainda mais.

Não tive hora de almoço, devia ir à farmácia e, agora chove desalmadamente.

Já não suporto ouvir velhas, nem a chuva, nem os meus pensamentos.

Deprime-me o tempo, o mês e, o que lá vem....

(Esperemos que seja o sol para melhorar a neura!)

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Cansaço mental

As últimas duas semanas têm sido um horror com a entrada de dois utentes novos que necessitam de cuidados permanentes. Ele vindo de uma depressão grave em que passava os dias deitado na cama, de estores fechados. Ela, que não tem nada a ver com ele, com o "alemão" como lhe chama. Vivem os dois viciados em mim.

 Ele está constantemente e permanentemente a abrir-me a porta do gabinete
(sem bater) só para me dizer:
 - "é a dra. Ana não é? O almoço está quase? O lanche está quase? É a Ana não é? "
E chama-me vezes infinitas por dia, ou batendo-me à porta do gabinete ou quando me encontra pelo caminho.
Hoje, pelo menos, variou no discurso apesar de continuar a chamar-me: 
" Ai dra. estou tão mal, vou morrer!" 

Vamos todos, amigo! Vamos todos.

Ela, viúva de um capitão, acha que está na messe de oficiais e fica chateada por não lhe prestarem vassalagem. Passa os dias a tentar fugir ou simplesmente a andar atrás de mim. Sempre numa lengalenga de um passado presente. Cheia de queixume, cheia de manias. Gosta de procurar-me e ficar sentada no meu gabinete. De manhã e à tarde. Fica aqui sentada à minha frente lamuriando-se. E eu numa paciência santa, tento deixar de a ouvir, só para que ela possa continuar aqui. 

E ele continua a abrir-me a porta...

E eu estou cansada, tão cansada que às vezes tenho vontade de mandar toda a gente para o meu passado!

Bruxas??!

 Dia de todos os Santos e o meu gato desaparece misteriosamente??!! {Primeiro uma tartaruga, agora um gato??} Não há bruxas o car****