É manhã de Natal, e não faço ideia de que dia da semana estamos. Deitei-me às 3 da manhã, acordei às 4:30,6:15 e levantei-me às 8. O silêncio da manhã de dia 25, é quase comparável a uma manhã de domingo, só que melhor. Está sol, está frio e estou feliz.
Só por si, é estranho, quando ainda devia fazer mais um bolo de chocolate, e endoidecer a fritar sonhos novamente.
Ontem, fiz os de abóbora pela primeira vez, e recebi como elogio do meu padrasto: " quase tão bons como a minha primeira sogra!" Respondi-lhe que era melhor comer o segundo, só para ter a certeza.
Ontem brinquei com uma criança, mesmo com um gorro de pai Natal erectus na cabeça. Rimos, como há muito não fazíamos. Falei com o meu pai, com tios que não via há anos, e primos que desconhecia a existência.
Não tive o Rodrigo comigo, mas tudo na vida tem de facto, a importância que nós lhe damos .
Há um ano, passei por esta data, com a maior tristeza da minha existência. Este ano, agradeço por um ano extraordinário. A benção de estar viva. Da família, dos amigos que são família.
Quis acabar o ano como comecei. E voltei a inscrever-me em dois cursos. Tenho em mim uma sede de novidade, de querer saber. De me ajudar a mim, e aos outros.
Sou feliz nestas permanentes mudanças, de percepções, de viagens, de rotinas pouco rotineiras.
Até terminar o ano, farei a minha 24° viagem de avião de 2019. É um número redondo, bonito. Faz hoje 5 meses, que uma viagem me trouxe pessoas bonitas. O tempo passa, e cura tudo.
Agora vou fritar sonhos e fazer bolo de chocolate. Feliz Natal ❤️
Mostrar mensagens com a etiqueta #escritaviagem##cronicasdeviagem#. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta #escritaviagem##cronicasdeviagem#. Mostrar todas as mensagens
quarta-feira, 25 de dezembro de 2019
sábado, 14 de dezembro de 2019
Viagens e expectativas
São 3 da manhã. O meu despertador vai tocar em 15 minutos. Deitei-me. Revirei-me, até aquecer os pés. Desisti de tentar dormir. Tenho voo daqui a menos de três horas, duas malas feitas, e 2 kgs de bacalhau congelado, para ainda lá por.
Devia ter voado quinta-feira, mas a morte do meu padrinho, fez-me adiar a viagem. No entanto o delegado de saúde, adiou-lhe o funeral. Mas eu já não adiei novamente.
Conclusão: uma viagem, duas noites perdidas e a entrada na exposição do Leonardo da Vinci, adiada até data indefinida. E sem funeral...
Viver sem expectativas, é aprender que a vida está sempre a mudar. É aceitar que não podemos controlar o que nos acontece, mas devemos tomar rédeas do que sentimos e pensamos sob as situações.
P.S. Cláudia, vi uma estrela cadente. Pedi por ti. Vai com tudo mulher! 😘😘
Devia ter voado quinta-feira, mas a morte do meu padrinho, fez-me adiar a viagem. No entanto o delegado de saúde, adiou-lhe o funeral. Mas eu já não adiei novamente.
Conclusão: uma viagem, duas noites perdidas e a entrada na exposição do Leonardo da Vinci, adiada até data indefinida. E sem funeral...
Viver sem expectativas, é aprender que a vida está sempre a mudar. É aceitar que não podemos controlar o que nos acontece, mas devemos tomar rédeas do que sentimos e pensamos sob as situações.
P.S. Cláudia, vi uma estrela cadente. Pedi por ti. Vai com tudo mulher! 😘😘
sexta-feira, 19 de julho de 2019
Viajar no mercúrio retrógado
17 de julho, 15:00
Chego ao aeroporto de Lisboa. Despacho os 23 kg de bagagem e continuo com 8 às costas.
Estava com uma ansiedade brutal, fruto de semanas sem dormir, um curso para acabar, e 3 voos pela frente. Sentia apenas que a viagem ia ser complicada.
Foi.
Por volta das 16:00 sai a informação que o meu voo para Madrid, ia sofrer uma hora e meia de atraso. Para mim, era claro que já não apanhava a ligação, mas para a TAP, não era assim tão certo.
O meu voo previsto para as 19:00, saiu às 20:40, e cheguei a Madrid, a ver o avião onde deveria ir, descolar. Quando sai do avião, tinha uma hospedeira a dizer-me para ir buscar a mala, e ir procurar os escritórios da WFS, no terminal 1.
Assim fiz.
23kg + 8 kg para o terminal 1, onde apanho o escritório fechado. Vou às informações, e está um espanhol asiático, que me diz que agora está fechado e só amanhã. Começo a ter palpitações.
Procuro outra pessoa com farda da WFS, que não me sabe dizer nada, mas que me diz que os escritórios do terminal 2 estão abertos.
Nesta altura, perto da 00:00 volto a correr o aeroporto, até encontrar a porcaria dos escritórios.
À minha frente, portugueses, claro está. Também iam no outro voo para a Etiópia como eu.
Eles, em lua de mel.
Iam-me dar um quarto num hotel, mais um voucher e seguiria viagem, ao 12:00 para Istambul, e depois para Zanzibar.
Chego ao hotel por volta da 1 da manhã e recebo um saco plástico com o jantar. Foda-se, mas isto é que é o voucher do jantar?!?
Adormeci tardissímo! Nem a cama imaculadamente branca, me deu o descanso que precisava. Adormeci de manhã e já não fui ao pequeno almoço.
Volto a cruzar-me com o casal no check in.
Também gozaram com o jantar. Mas eles tomaram o pequeno almoço.
Mais 3 horas no aeroporto.
Outras 5:30 até Istambul.
Aeroporto gigante e dos mais giros onde tive. Mas o tempo da escala foi quase todo para chegar à porta de embarque.
Mais 7 horas de voo.
Chego a Zanzibar, às 3 da manhã, do dia 19. Sexta-feira.
Passo o visto, já sei o que vai acontecer. Vou direta comprar o cartão de internet, trocar dinheiro e buscar a mala. Passo a mala pelo raio x, e vou procurar o meu motorista.
Não está.
São 3:30.
Ligo, percebo que há-de chegar.
Espero. Eu, as malas e o cansaço.
Ele aparece.
Ainda tenho uma hora de carro até ao hotel.
No caminho atropelamos um lemúre, que se atravessou na estrada. Fiquei arrasada.
Mais à frente, cabras a dormir na estrada.
E uma mota com um gajo e duas fulanas. A detrás demasiado despida para uma mulçumana. Demasiado. E bêbados.
Uma total surpresa, para mim.
Para ele, nem tanto. Vieram de uma festa e ela antes de chegar a casa veste-se, e está tudo bem.
Chego por volta das 5.
Fico num quarto com vista de praia. Oiço as ondas. Sei por isso que está maré cheia e de manhã não vai haver mar.
Às 6, cai uma carga de água e oiço o chamamento para as mesquitas.
Durmo até às 8:30.
Vou ao pequeno almoço, fazer o check in e ver os amigos.
Não me consigo mexer. E passo o dia assim. Marquei uma massagem na praia. E conseguia ouvir os nós das costas.
Aproveitei o relaxamento e dormi 2 horas de sesta.
Jantei, dancei a coreografia da praxe. É 00:00. Estou na cama a escrever este post.
Viajar é ganhar histórias para contar, mas viajar com mercúrio retrógado, é do caraças!!
Hakuna Matata.
Chego ao aeroporto de Lisboa. Despacho os 23 kg de bagagem e continuo com 8 às costas.
Estava com uma ansiedade brutal, fruto de semanas sem dormir, um curso para acabar, e 3 voos pela frente. Sentia apenas que a viagem ia ser complicada.
Foi.
Por volta das 16:00 sai a informação que o meu voo para Madrid, ia sofrer uma hora e meia de atraso. Para mim, era claro que já não apanhava a ligação, mas para a TAP, não era assim tão certo.
O meu voo previsto para as 19:00, saiu às 20:40, e cheguei a Madrid, a ver o avião onde deveria ir, descolar. Quando sai do avião, tinha uma hospedeira a dizer-me para ir buscar a mala, e ir procurar os escritórios da WFS, no terminal 1.
Assim fiz.
23kg + 8 kg para o terminal 1, onde apanho o escritório fechado. Vou às informações, e está um espanhol asiático, que me diz que agora está fechado e só amanhã. Começo a ter palpitações.
Procuro outra pessoa com farda da WFS, que não me sabe dizer nada, mas que me diz que os escritórios do terminal 2 estão abertos.
Nesta altura, perto da 00:00 volto a correr o aeroporto, até encontrar a porcaria dos escritórios.
À minha frente, portugueses, claro está. Também iam no outro voo para a Etiópia como eu.
Eles, em lua de mel.
Iam-me dar um quarto num hotel, mais um voucher e seguiria viagem, ao 12:00 para Istambul, e depois para Zanzibar.
Chego ao hotel por volta da 1 da manhã e recebo um saco plástico com o jantar. Foda-se, mas isto é que é o voucher do jantar?!?
Adormeci tardissímo! Nem a cama imaculadamente branca, me deu o descanso que precisava. Adormeci de manhã e já não fui ao pequeno almoço.
Volto a cruzar-me com o casal no check in.
Também gozaram com o jantar. Mas eles tomaram o pequeno almoço.
Mais 3 horas no aeroporto.
Outras 5:30 até Istambul.
Aeroporto gigante e dos mais giros onde tive. Mas o tempo da escala foi quase todo para chegar à porta de embarque.
Mais 7 horas de voo.
Chego a Zanzibar, às 3 da manhã, do dia 19. Sexta-feira.
Passo o visto, já sei o que vai acontecer. Vou direta comprar o cartão de internet, trocar dinheiro e buscar a mala. Passo a mala pelo raio x, e vou procurar o meu motorista.
Não está.
São 3:30.
Ligo, percebo que há-de chegar.
Espero. Eu, as malas e o cansaço.
Ele aparece.
Ainda tenho uma hora de carro até ao hotel.
No caminho atropelamos um lemúre, que se atravessou na estrada. Fiquei arrasada.
Mais à frente, cabras a dormir na estrada.
E uma mota com um gajo e duas fulanas. A detrás demasiado despida para uma mulçumana. Demasiado. E bêbados.
Uma total surpresa, para mim.
Para ele, nem tanto. Vieram de uma festa e ela antes de chegar a casa veste-se, e está tudo bem.
Chego por volta das 5.
Fico num quarto com vista de praia. Oiço as ondas. Sei por isso que está maré cheia e de manhã não vai haver mar.
Às 6, cai uma carga de água e oiço o chamamento para as mesquitas.
Durmo até às 8:30.
Vou ao pequeno almoço, fazer o check in e ver os amigos.
Não me consigo mexer. E passo o dia assim. Marquei uma massagem na praia. E conseguia ouvir os nós das costas.
Aproveitei o relaxamento e dormi 2 horas de sesta.
Jantei, dancei a coreografia da praxe. É 00:00. Estou na cama a escrever este post.
Viajar é ganhar histórias para contar, mas viajar com mercúrio retrógado, é do caraças!!
Hakuna Matata.
terça-feira, 28 de maio de 2019
Ping Pong Show
Estava na minha primeira noite em Phuket, vinda do sossego das Phi Phi.
Cheguei ao entardecer, no momento em que tudo muda, e a cidade vira caótica.
A minha amiga holandesa, conhecida em Bangkok, já me tinha falado dos shows, mas também ela não sabia muito. Só que tinha muito pouco a ver com ping pong.
Quando entro na rua, onde tudo acontece, e sou abordada com os convites para os free ping pong show, decido arriscar.
Sou revistada, dizem-me as regras que não é permitido filmar ou fotografar, e entro numa sala, cheia de sofás manhosos, um ambiente estranho e dois japoneses perdidos com shots, enquanto agarravam as tetas de uma tailandesa.
Sentei-me num sofá individual, meia recatada. Havia um ou outro casal.
Era a única mulher sozinha. Talvez fosse a única pessoa sozinha.
Trazem-me a carta, 30€ uma cerveja, consumo obrigatório. Toma lá, o teu free.
Atenção: a partir daqui é só para maiores de 18. Pessoas sensíveis talvez não devam ler. Não vou poupar nas palavras.😬
Ponto 1 - ping pong show são cerca de 15 actuações, que envolvem mulheres, poucos homens, animais, acessórios e vaginas. ( Vou tentar ser educada para o choque não ser tão grande).
Ponto 2 - Existe uma actuação em que o público é convidado a ir comer coisas do corpo das "bailarinas". Um show lésbico e um trio numa actuação com velas e cera derretida.
São as coisas mais softs.
Ponto 3 - os japoneses já tinham 2 tailandesas ao colo, mas já nem abriam os olhos.
Ponto 4 - Paga-se para ir à casa de banho.
Ponto 5 - mulher que trás todo um jogo de bolas, dentro da vagina, que vai largando conforme a batida da música. E ora manda bolas para o lado direito, como para o lado esquerdo do palco. Eu que vi tartarugas a desovar, achei a cena muito idêntica.
Ponto 6 - mulher que trás meia garrafa de Coca-Cola dentro da vagina, e num gesto de precisão, volta a encher a garrafa.
Ponto 7 - sabem o número dos mágicos, com o lenço que nunca mais acaba?! Igual.
Ponto 8 - não sei o que me chocou mais: se as tartarugas, os hamsters ou os peixes. Vivos. Que entraram e saíram vivos. De vaginas.
Ponto 9 - Acho que foram os Peixes. Sim, sem dúvida. Peixes vivos a saltarem de uma vagina, para o aquário. Repetido 3 vezes, para os dois lados e centro do palco.
Ponto 10 - não vi todos.
Ponto 11 - saí dali e fui cumprir um ritual budista de lançar flores ao mar, numa espécie de ano novo.
Porque a vida acontece fora da zona de conforto. 😉
Cheguei ao entardecer, no momento em que tudo muda, e a cidade vira caótica.
A minha amiga holandesa, conhecida em Bangkok, já me tinha falado dos shows, mas também ela não sabia muito. Só que tinha muito pouco a ver com ping pong.
Quando entro na rua, onde tudo acontece, e sou abordada com os convites para os free ping pong show, decido arriscar.
Sou revistada, dizem-me as regras que não é permitido filmar ou fotografar, e entro numa sala, cheia de sofás manhosos, um ambiente estranho e dois japoneses perdidos com shots, enquanto agarravam as tetas de uma tailandesa.
Sentei-me num sofá individual, meia recatada. Havia um ou outro casal.
Era a única mulher sozinha. Talvez fosse a única pessoa sozinha.
Trazem-me a carta, 30€ uma cerveja, consumo obrigatório. Toma lá, o teu free.
Atenção: a partir daqui é só para maiores de 18. Pessoas sensíveis talvez não devam ler. Não vou poupar nas palavras.😬
Ponto 1 - ping pong show são cerca de 15 actuações, que envolvem mulheres, poucos homens, animais, acessórios e vaginas. ( Vou tentar ser educada para o choque não ser tão grande).
Ponto 2 - Existe uma actuação em que o público é convidado a ir comer coisas do corpo das "bailarinas". Um show lésbico e um trio numa actuação com velas e cera derretida.
São as coisas mais softs.
Ponto 3 - os japoneses já tinham 2 tailandesas ao colo, mas já nem abriam os olhos.
Ponto 4 - Paga-se para ir à casa de banho.
Ponto 5 - mulher que trás todo um jogo de bolas, dentro da vagina, que vai largando conforme a batida da música. E ora manda bolas para o lado direito, como para o lado esquerdo do palco. Eu que vi tartarugas a desovar, achei a cena muito idêntica.
Ponto 6 - mulher que trás meia garrafa de Coca-Cola dentro da vagina, e num gesto de precisão, volta a encher a garrafa.
Ponto 7 - sabem o número dos mágicos, com o lenço que nunca mais acaba?! Igual.
Ponto 8 - não sei o que me chocou mais: se as tartarugas, os hamsters ou os peixes. Vivos. Que entraram e saíram vivos. De vaginas.
Ponto 9 - Acho que foram os Peixes. Sim, sem dúvida. Peixes vivos a saltarem de uma vagina, para o aquário. Repetido 3 vezes, para os dois lados e centro do palco.
Ponto 10 - não vi todos.
Ponto 11 - saí dali e fui cumprir um ritual budista de lançar flores ao mar, numa espécie de ano novo.
Porque a vida acontece fora da zona de conforto. 😉
Subscrever:
Comentários (Atom)
Bruxas??!
Dia de todos os Santos e o meu gato desaparece misteriosamente??!! {Primeiro uma tartaruga, agora um gato??} Não há bruxas o car****
-
Dia de todos os Santos e o meu gato desaparece misteriosamente??!! {Primeiro uma tartaruga, agora um gato??} Não há bruxas o car****
-
Almoço, dia de aniversários, do meu lado esquerdo o Padre, meu patrão. De repente, aproximo-me do seu pescoço. Cheiro-o, volto a cheirar. ...
-
Há algum tempo li, não sei bem onde, a ideia de se guardarem sementes de fruta, e de as atirar para o campo. Para além de podermos semear á...
