sexta-feira, 22 de março de 2019

A viagem...

Acabei a voar pela Emirates para o Dubai, num voo extraordinário, onde tinha uma fila inteira vazia só para mim. Do Dubai a Zanzibar, foram quase 6 horas, num voo muito baixo, que permitiu ver paisagens absurdamente incríveis.

À chegada, um aperto de segurança brutal 😁😁, estava um polícia à saída do avião, a controlar os cartões de embarque. No aeroporto, ah ah ah, passei o controle do passaporte rapidamente, porque tinha tratado do visto online. Fui comprar o cartão de telemóvel, trocar dinheiro e quando estava para sair, sou abordada por outro polícia, que se questionava com o facto de só ter aquela bagagem.

Chego ao hotel, depois de uma hora de transfer privado, e só pergunto pela praia. A amplitude das marés é tão grande, que com maré cheia não se consegue ir ao mar, e com a maré vazia fica tão, mas tão longe...

Que só dei um mergulho na piscina...

Hoje de manhã, maré vazia, decido fazer uma caminhada, e tenho logo um Masai, que não me larga. Conta-me que, contrariamente à maioria islamita da ilha, os Masai sao católicos, e aproveito para lhe dizer que a educação é a única forma de mudar o mundo. Isto tudo porque comecei a apanhar o lixo pelo caminho.
Aprendo que as duas palavras mais usadas por aqui, são Jambo e Hakuna Matata, porque aqui está sempre tudo bem.



quarta-feira, 20 de março de 2019

Ainda não fui e....

A esta hora devia estar a chegar a Amesterdão. No entanto, já almocei no aeroporto, fui a casa e voltei novamente. Ontem, uma amiga perguntava-me se estava nervosa. Respondi que tinha um grilo em mim. Um misto de nervosismo com pressentimento. Acordei às três da manhã, com insónias. O que não acontecia há semanas.
Cheguei ao aeroporto com tempo, até receber a informação do atraso no primeiro voo, o que me fazia perder as restantes ligações. Mas mantive a disposição.
Recebo mais tarde a indicação que todos os voos tinham sido alterados, e só tenho voo no final do dia.
Recebo entretanto a confirmação da aprovação do meu visto.
Decido ir a casa, imprimir tudo e falar com a agência de viagens, por causa dos transferes.
Trato de tudo.
Volto para o aeroporto. Apanho um Uber todo simpático, que se fartou de aprender coisas novas comigo.
Faço o check in e a funcionária fala do visto, que às vezes, no destino custa o dobro. Ainda bem que fui a casa! Pensei eu 😁
Decido ficar na rua, a apanhar o último sol de Lisboa, e ao meu lado está um estrangeiro, com quem acabei de me cruzar no corredor de longo curso, e me fez uma festa, como se fosse a melhor amiga dele. Talvez seja, talvez!
Vou agora, finalmente embarcar e daqui a muitas horas, hei-de de chegar, pela primeira vez, ao hemisfério sul.

[A cumprir, o primeiro dos seis posts, que me comprometi a fazer...]

quinta-feira, 7 de março de 2019

Dia de Luto Pelas Vítimas de Violência Doméstica


2019.
Março.
Sete.

Véspera do Dia Internacional da Mulher.

Já morreram 12 mulheres este ano. 
Foi encontrada a cabeça de outra hoje.
Volto a repetir.

07.03.2019.
Portugal.

Não é nos confins do mundo.
 É mesmo aqui.

Homens que agridem mulheres, sempre me meteram nojo.
NOJO.

Sei que as suas histórias, não são fáceis. Também eles foram agredidos, violentados. Abusados. Que nunca ninguém lhes ensinou que Amor, é tão diferente de posse e compulsão.
Mas o facto de terem sido vítimas, não os desculpabiliza de serem agressores.

 Nunca.

Só que hoje é dia de honrar as mulheres.

No entanto, não é com cartazes que se fazem campanhas eficazes. 
Por muito impactantes que possam ser.

É preciso dar ferramentas às mulheres para mudarem a sua vida. A sua condição. De ganharem Amor Próprio, Autoestima e Coragem. Para que o medo não as paralise. É necessário aulas de defesa pessoal e planos de fuga. OU Planos. Uma variedade de planos. Para que as vítimas se sintam protegidas e seguras.

Numa rede informal de ajuda, quem sabe?

Casas Abrigo, fora das redes formais, que sabemos que têm muitas lacunas. Não há comunicação entre as estruturas do Estado, como podemos garantir a segurança das mulheres?
Sabemos que o sistema funciona mal. Mas podemos mudar.
Temos que mudar.

A todas as mulheres que (ainda) não acreditam, é possível.
Reagir, Reprogramar, Viver.
SER.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

Zula, a elefante de um tpc...

Zula, uma elefante cor de rosa, com 8 anos, perguntava todos os dias à sua mãe: - porque é que não posso voar como os pássaros?
Zula! - respondeu a mãe, abanando as orelhas, em sinal de desaprovação. Tu és uma elefanta. Nós não voamos. Já tens idade para te deixares de ideias tolas.
Mas para Zula, era a ideia mais brilhante que tinha. Ela tinha que voar. 
Continuava a olhar os pássaros no céu, o seu voo livre, a liberdade. Tinha inveja. Sim, inveja! 
Porque é que sou elefante? Porque não tenho asas e um corpo gracioso? - lamentava-se Zula.
Um dia viu que estava muito vento, e os pássaros não conseguiam voar. 
Nesse momento, ficou feliz por ser quem era. Nunca mais quis ser uma ave.
Mas continuava a querer voar...
Um dia, tanto pensou, que decidiu subir ao cimo de um banco e saltar!
E, naquele meio segundo que se sentiu voar, Zula, sentiu-se a elefante mais poderosa da terra.


Percebeu que tinha um poder maior que os pássaros - tinha a capacidade de sonhar!




segunda-feira, 31 de dezembro de 2018

Micro contos com bolinha

Estou molhada, digo-te!
Puxas-me para ti, despes-me a roupa, sentas-me de costas para ti.
Beijas-me o pescoço, enquanto procuras as minhas mamas, por debaixo do soutien de renda preto.
Fazes os meus mamilos rijos e, desces até sentires calor.
Esfregas-me o clitoris com indiferença, e movimentas as minhas ancas, contra ti.
Dizes que me desejas, enquanto enfias um dedo. E voltas a tirar, no jogo do esconde esconde.
Beijas-me desenfreadamente.
Puxas-me os cabelos, afastas as cuecas e fazes-me sentas-te no sexo duro.
Tremes quando sentes o inferno.
E eu te faço devagarinho. Para sentires cada músculo meu a apertar-te. Em cada centímetro de descida. E na galopante subida.
Faço-te de costas. Para não te ver a alma. Nem o desamor.
Venho-me, uma, duas, até a cadência das minhas contrações, te fazerem não aguentar mais.
Abraças-me de alma.
E desapareces.
E eu só fico com o teu cheiro no corpo.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

Micro momentos de amor

Entraste já depois da porta fechar. Procuraste o lugar, sentaste-te sem nunca olhar para mim. Quando te vi, o meu corpo desabou. Respirei fundo. Centrei-me na peça. Sentia-te a olhar fixamente para mim. Puxaste-me a mão para o teu peito. Eu agarrei na tua e encostei-a ao meu. Fechamos os olhos. Respiramos no mesmo compasso. Para não perdemos os silêncios. Sentimos que o nosso coração palpita no mesmo ritmo. Na alegria do amor. 

sábado, 1 de dezembro de 2018

A tua saudade

Regressei à uma semana. Já te vi, devolvemos coisas um do outro. Já trocámos e-mails e abraços. Chorámos. Juntos. Como fizemos sempre. Juntos. Não te consigo desprender. Desapegar. Continua a ser um amor tranquilo. Um amor, de amor. Um amor de luz, de amigo. De partilha. Fugiste-me entre os dedos. Continuo a olhar-te estupefacta. Incrédula. Tenho de me repetir aquela frase, muitas vezes para relembrar que foi o fim. Não dormes sem mim, dormes com ela. Já não sou eu que amas. Não sou nada. Peço-te, tanto. Ao Universo. Que traga o meu amor de volta. Normalmente, manda-me uma varejeira. Eu rio, mas sei que ainda não é tempo. O tempo. Que me vai atenuar a tua ausência. A sobrevida. Ri tanto contigo. Partilhei-me tanto, com os defeitos inteiros, crus. Respiro fundo e volto a pedir-te. Não suporto este vazio. Ausência de tudo. A dor imensa.
Tanto amor espalhado ao vento.
Só amor.



Bruxas??!

 Dia de todos os Santos e o meu gato desaparece misteriosamente??!! {Primeiro uma tartaruga, agora um gato??} Não há bruxas o car****