Não dizias nada desde o Natal. Era, já um longo silêncio, mesmo antes das festividades. Ontem, entre o quase arrombar a porta da casa de banho e um ligeiro ataque de pânico, disseste-me - olá, como estás?
Tens aquele dom fantástico, de sem dizeres praticamente nada, dizeres exactamente o que preciso de ouvir.
Voltaste ao silêncio.
Hoje, mais uma vez... " Olá, vi-te na tv!" - A sério? Eu, cá, não vi nada, tu que estás tão longe, viste-me.
Tinhas de ser tu?!
Mesmo com um sopro de nada, enches-me de tudo. Só com estas entradas certeiras na minha vida.
O inexplicável.
Ou explicável, da maneira mais simples:
Lanças a mija, só para marcar território.
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